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Tudo o que você precisa saber sobre dor ciática – Osteopatia

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Nervo Ciático

O nervo ciático é o mais longo do corpo humano, nasce a partir da região lombar e desce até os dedos dos pés, sendo responsável pela sensibilidade e motricidade das pernas.

A dor ciática ocorre devido a processos inflamatórios ou compressivos de uma ou mais das raízes nervosas que o formam, bem como de possíveis lesões ao longo do trajeto do nervo.

A compressão das raízes nervosas é causada por distúrbios na coluna (artrose, fraturas, osteoporose, hérnias, tumores ou processos inflamatórios).

A dor costuma se manifestar ao longo do trajeto do nervo, ou seja, na região do quadril e irradia-se para a parte de traz da coxa e das panturrilhas, podendo afetar, inclusive, o pé, variando bastante em cada paciente na dependência de quais raízes ou porções do nervo sejam afetadas.

Hérnia de Disco

A hérnia de disco é a causa mais comum de dor ciática. A dor ciática costuma se caracterizar por uma dor lombar que se irradia para uma das pernas, na maioria dos casos.

Além da dor, o paciente pode sentir dormência, sensações como queimação ou formigamento ao longo do trajeto do nervo (parte posterior da perna e panturrilha) e diminuição da força de alguns músculos da perna, levando à sensação de fraqueza e dificuldade para alguns movimentos como caminhar e subir escadas.

Como resposta à dor, costuma haver espasmo dos músculos próximos da coluna lombar, gerando uma rigidez da região que dificulta ainda mais a mobilidade do indivíduo afetado.

Habitualmente, uma crise aguda de dor lombar/dor ciática costuma durar de três a seis semanas, mas até em um terço dos casos pode evoluir por mais tempo tornando-se uma dor crônica, limitando os movimentos e o retorno para às atividades habituais da pessoa, inclusive ao trabalho.

O Iico de Incidência

O pico de incidência, fase em que as crises de dor ciática costumam surgir, ocorre por volta da terceira e quarta década da vida, podendo se repetir ao longo de toda a vida do indivíduo, tendendo a piorar a intensidade e a frequência com o advento da idade avançada devido às mudanças degenerativas que ocorrem com o tempo, como perda de massa muscular e o processo de artrose da coluna.

Dor no Ciático

A dor no ciático, na maior parte dos casos, é de causa mecânica, relacionada com excesso de pressão exercida sobre as vértebras da coluna lombar pelo peso do corpo, que leva ao deslocamento e ruptura do disco intervertebral conforme mecanismo descrito anteriormente.

Situações que aumentam a pressão sobre a região lombar têm sido apontadas como fatores de risco para o desenvolvimento de dor ciática, como excesso de peso, posturas inadequadas, movimentos de elevação de carga acima da linha de cintura, fraqueza nos músculos de sustentação do tronco, principalmente os abdominais e da região lombar.

Essas situações devem ser evitadas através de atividade física regular, tanto aeróbica, para evitar o ganho de peso, quanto para o fortalecimento de musculatura localizada, correção de hábitos posturais inadequados durante trabalho, descanso e, mesmo ao dormir, e através de cuidados quando da  execução de movimentos de abaixar para apanhar objetos, carregar peso e torcer o tronco, particularmente nas pessoas que o fazem de forma repetitiva, seja no trabalho, nas atividade domésticas ou em práticas esportivas.

Tratamento da dor Ciática

O tratamento da dor ciática baseia-se na definição do diagnóstico etiológico da dor, ou seja, no mecanismo causador dela. Conforme citado acima, a dor é habitualmente de causa mecânica devido a deslocamentos dos discos intervertebrais, como também por processos degenerativos dos ossos e articulações da coluna, sendo considerado o fator físico da compressão sofrida pelas raízes nervosas o principal problema a ser tratado. 

Recomendações

A recomendação de tratamento inicial é reduzir a carga sobre essa região da coluna, o que se faz com um período de repouso em posição deitada, evitando-se movimentos de se dobrar para frente, torção lateral da coluna e carregar peso, medidas que, associadas ao uso de medicação sintomática como analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares costumam ser eficazes na maior parte dos casos, levando a uma resolução completa dos sintomas em até três meses.

Métodos fisioterápicos analgésicos também são importantes aliados nessa fase para o alívio e o retorno mais precoce às atividades, assim como a acupuntura e massoterapia e, para alguns casos mais resistentes, métodos invasivos de controle de dor (bloqueios neurais e infiltrações), a serem executados por médico especialista.

O que precisa ser conscientizado pelo portador dessas condições é que o alívio da dor não significa cura, pois o processo mecânico de compressão neural ainda estará presente e, possivelmente, acompanhará o indivíduo por toda a vida.

Cabe, então, o tratamento de prevenção para se evitar novas crises, o que pode ser feito com mudanças de hábitos de vida, como perda de peso e atividades físicas que reforcem a musculatura abdominal e paravertebral, além de mudanças posturais durante o trabalho, atividades cotidianas, lazer e o sono, necessitando do acompanhamento de fisioterapeutas e educadores físicos.  

Para um pequeno número dos portadores de dor ciática, essas estratégias, acima descritas, não serão suficientes para trazer um melhora suficiente e duradoura, sendo candidatos aos tratamentos cirúrgicos existentes.

Nesses casos, cabe ao médico especialista ortopedista ou neurocirurgião, optar, entre as várias técnicas atualmente disponíveis, a que melhor convém àquele indivíduo específico.

Degeneração discal e a Osteopatia / Quiropraxia

Ha algum tempo venho falando sobre os benefícios da osteopatia e quiropraxia, citando sempre as duas técnicas juntas pois aprendi as duas e fica quase impossível separa-las pois têm grande parte das manobras compartilhadas.

O grande leque de possibilidades que essas ciências abrangem demonstra que em se tratando principalmente de coluna e dores, não ha hoje melhor opção para o tratamento não invasivo, isto é, não cirúrgico. É claro que em alguns casos quando o problema se tornou demasiadamente grave essa opção não é descartada, tudo em vista da melhor qualidade de vida do paciente.

O assunto que trago hoje é sobre a degeneração discal. O disco intervertebral é uma estrutura fibrogelatinosa localizada nos espaços entre cada uma das vértebras da coluna, e tem a função de amortecer e flexibilizar a coluna, permitindo o movimento e ao mesmo tempo preservando as articulações do peso corporal.

Em casos quando o disco sofre, seja por excesso do uso, em casos de pessoas que fazem trabalho braçal, ou em casos em que a postura corporal é desleixada, fazendo o peso incidir sobre algum disco em detrimento de outros, algo deve ser feito. Para a osteopatia dois passos são fundamentais nesse processo, que são: remover os bloqueios acima e abaixo do local lesionado, e por fim direcionar o centro de gravidade para a posição ideal, a fim de dividir a tarefa para as dezenas de discos que ainda estão saudáveis e por consequência eliminar a sobrecarga sobre o disco lesionado.

Os procedimentos levam em torno de 2 meses e devem ser feitos regularmente para que ocorra a remissão dos sintomas. O sobre peso e o excesso em atividades do dia a dia devem ser diminuídos assim como o aumento das atividades preventivas e de manutenção como o Pilates e o RPG.

Todos os comprometimentos que afetam a coluna devem ser tratados com prioridade, pois é la que se encontram as informações e comandos que percorrem o corpo, além de ser o eixo central de todo o corpo humano, gerando estabilidade e afetando todo o organismo.

Dor ciática ou dor no ciático? Causas, Sintomas e Tratamento

O que é do ciática? Como acontece? Como prevenir?

Dor ciática ou “dor no ciático” é uma condição dolorosa que afeta grande parte da população mundial, sendo altamente incapacitante. A dor é relatada como um “choque” que percorre a perna, do glúteo podendo chegar até o pé na parte de posterior (atrás) das pernas.

A ciatalgia, como é formalmente conhecida, não é uma doença, mas sim um sintoma que pode vir acompanhada de formigamentos, e diminuição de força e coordenação motora no membro afetado.

Para que o nervo doa é necessário que aja alguma força ou pressão o comprimindo, isto é, o nervo não se inflama do nada, sempre há algo por traz dessa inflamação e portanto deve ser tratada a sua causa e não apenas a dor.

Existem duas maneiras de compressão do nervo ciático, são elas:

1- Compressão da raiz nervosa: esse tipo de pressão ocorre na raiz do nervo, assim que ele sai da coluna e pode ser causado ou por hérnia de disco, espondiloartrose, espondilolistese, espondilólise, osteófitos (bicos de papagaio), tumores, fraturas, desidratação discal ou diminuição do espaço intervertebral.

2- Compressão no trajeto do nervo: Após sair da coluna o nervo passa por um trajeto sinuoso, próximo a articulações, ossos e músculos. Em qualquer ponto desse trajeto ele pode ser “incomodado”. As causas mais comuns pra disparar esse “incomodo” são: Espasmos musculares, principalmente do músculo piriforme, posições viciosas no trabalho ou em exercícios e bloqueios articulares, que são tratados com quiropraxia ou osteopatia.

Fatores de Risco da dor Ciática

Todos podemos estar sujeitos a ter uma dor ciática em algum momento de nossas vidas. Os fatores de risco que aumentam essa probabilidade são, idade avançada, sobrepeso/obesidade, jornadas de trabalhos desgastantes, exercícios feitos em excesso (overtrainning), e sedentarismo.

Tratamento da dor Ciática

No tratamento deve ser levado em conta, primeiramente, a desinflamação do nervo, usando para tanto medicamentos associados a fisioterapia anti-inflamatória. Após passada a inflamação inicial deve ser avaliado qual fator desencadeou essa compressão e nesse caso os exames de imagens são importantes ferramentas esclarecedoras e munidos disso a osteopatia, ou a quiropraxia são altamente resolutivas em poucas sessões.

A fisioterapia ortopédica é uma área em franco crescimento na cidade de Franca, surgem a cada dia novos estudos e técnicas eficazes no tratamento de diversas patologias como a osteopatia, a quiropraxia, a acupuntura, antes só resolvidas por meio de cirurgias, evitando assim o aumento do custo com saúde e ao mesmo tempo diminuindo o tempo de coalescência dos pacientes.

Espondilolistese: o que é e quais são as suas causas?

Ola pessoal, hoje um novo assunto bem comum entre as causas de dores na coluna lombar principalmente. É a espondilolistese.

O nome vem do grego Espôndilo (vértebra) listese (escorregamento), portanto se trata de um deslizamento, escorregamento de uma vértebra sobre outra. Isso pode gerar muito incômodo e dores localizadas ou irradiadas, dependendo de onde ocorre a listese. Sendo este mais comumente localizado na coluna lombar. Entre outros fatores que contribuem para o maior acometimento da coluna lombar, o fato de ocorrer nesse segmento a curvatura lordótica, que naturalmente projeta o corpo vertebral anteriormente.

A espondilolistese pode ser classificada em até 5 graus, dependendo da intensidade do escorregamento, sendo que a primeira indica apenas uma leve anteriorização de um corpo vertebral sobre outro e a ultima uma ptose, isto é, uma luxação de uma vértebra sobre a outra, o que poderia acarretar inclusive a paraplegia.

Veja alguns tipos de causa da espondilolistese :

  • Degenerativa: geralmente causada por alterações na coluna pelo processo de envelhecimento. E pode ser mais comum em mulheres, normalmente atingindo a região lombar;
  • Ístmica: formada por defeito vertebral ou má formação. Pode aparecer mais em crianças e adolescentes;
  • Traumática: gerada por quedas e acidentes que resultam em fraturas ou traumas na região, levando ao deslizamento das vértebras;
  • Displásica: costuma ocorrer na região lombar, entre as vértebras L5 e S1. Pode ser mais comum em adolescentes e acontece quando os ossos não suportam a força exercida e deslizam;
  • Patológica: mais rara, é resultado de uma doença óssea ou tumor na região.

As mais comuns são as ístmicas e as degenerativas, sendo que essas últimas as que mais aparecem no consultório.

No tratamento deve ser considerado que até o grau 2 de escorregamento o prognóstico é muito bom, sendo que os sintomas de paresia e parestesia ainda se apresentam em grau leve e a dor pode ser eliminada após algumas sessões de osteopatia associada ao RPG.

Fortalecimento da região

O fortalecimento da região do CORE aumenta a resistência às oscilações vertebrais o que ajuda a “firmar” a vértebra em uma posição de maior estabilidade, mais difícil de se movimentar mediante solicitações ambientais.

Tratamento Cirúrgico

O tratamento cirúrgico deve ser solicitado quando os sintomas não cessam ou quando o grau de escorregamento é superior à 4. Nesse caso faz-se uma fixação das vértebras conhecido como artrodese e a mobilidade é reduzida drasticamente, comprometendo a qualidade de vida do paciente. Portanto, é necessário que aja consciência antes de encarar uma cirurgia desse porte e a fisioterapia tem o papel fundamental de prorrogar o quanto puder essa opção de risco.

Bom espero ter ajudado em algum esclarecimento e qualquer dúvida comentem!!

Abraço…

Escoliose o que é e como tratar?

A escoliose se caracteriza por uma curvatura “anormal” no sentido lateral da coluna vertebral, podendo ser em C (quando ha apenas uma curva) ou em S (quando ha 2 curvas). É facilmente detectável quando analisamos a pessoa olhando pelas costas ou pela frente, principalmente quando é solicitado a flexão de tronco (mãos tocando os dedos dos pés) e aparece um desnível no dorso apontando a parte convexa da curva, chamada de Giba ou Gibosidade.

Curvaturas 

Existem outras curvaturas que são “normais” e importantes no complexo vertebral mas estas se orientam no sentido antero-posterior, isto é, aquelas que vemos quando a pessoa esta de lado. São elas a lordose lombar, a cifose torácica e a lordose cervical.

Motivo da Escliose

Voltando a escoliose é importante saber, entre outras coisas, sua origem, ou seja, o motivo que ocasionou essa curvatura a aparecer. Temos 3 motivos principais: Congênito (nascença), neuromuscular (causado por alguma doença, por exemplo a poliomielite) ou as chamadas idiopáticas (sem causas aparentes), sendo estas últimas responsáveis por mais da metade dos casos.

Em se tratando de escoliose idiopática, podemos entender ao menos 2 complicações que, ao meu ver, são as mais importantes.

Orientações

Uma é a falta de orientação e prevenção em crianças durante a fase do segundo estirão do crescimento. Nessa fase as crianças são submetidas a grandes mudanças de origem hormonal e com isso a estrutura muscular, ligamentar não acompanha em termos de estabilização o crescimento ósseo agudo. Esse fator faz com que o índice de escolioses em adolescentes dos 14 aos 17 anos seja incrivelmente alto, o que poderia ser evitado ou minimizado pelo acompanhamento de fisioterapeutas.

Posturas e Correções

Uma segunda forma de escoliose idiopática é a postural, sendo essa a de solução mais simples porém, a de maior participação do paciente, pois as orientações dadas pelo fisioterapeuta devem ser seguidas em casa e no trabalho a risca, por um período de no mínimo 6 meses. Sendo assim, o numero de desistência é alto o que acaba por enfraquecer a percepção geral dos resultados obtidos. O trabalhando se baseia principalmente na estabilização de músculos fracos e alongamento de músculos encurtados.

Espero ter ajudado com alguma dúvida e qualquer coisa comentem que respondo assim que possivel!!

Grande abraço

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