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dor no tornozelo

Dor no Tornozelo: Causas e Tratamentos

Introdução

Você já teve dor no tornozelo? Se sim sabe como é limitante e como é difícil levar uma vida normal com isso, já que o tornozelo é a articulação que recebe todo o peso e também se adapta a cada passo que damos. Se não, ótimo continue assim e siga o artigo para entender como preservar essa articulação tão importante.

Conhecendo o Tornozelo

A articulação do tornozelo está localizado na extremidade inferior dos membros inferiores, logo acima dos pés. Ele é delimitado pelo osso Tálus do pé e pela pinça maleolar, extremidades inferiores dos ossos, Tíbia e Fíbula (antigo perôneo), que atuam, como foi dito, como uma espécie de pinça, delimitando as laterais dessa articulação e “segurando” o Tálus limitando o movimento no sentido latero lateral.

Por ser uma articulação de grande estresse mecânico o tornozelo tem em sua formação uma forte rede de ligamentos e músculos que atuam na sua estabilidade, pois como dissemos, os ossos da pinça maleolar atuam apenas na limitação de movimentos latero laterais, sendo os movimentos em outros sentidos sendo limitados por músculos, tendões e ligamentos.

Sendo assim, essa articulação tem por função a adaptação e direcionamento de toda a força descendente, que seria a força do peso de todo o corpo, com a força ascendente, que seria a força oriunda do peso sobre o chão, que gera justamente a pressão sobre a articulação, que por muitas vezes não tem uma linha de força retilínea, por conta do piso e do calçado a ser usado.

Portanto, o tornozelo é uma articulação extremamente adaptável as condições do terreno, e para tanto ele possui uma rica inervação, responsável pela propriocepção corporal, sensação de posicionamento e correções de padrões potencialmente lesivos.

Quais são as principais causas de dor do tornozelo?

Problemas de pisada

De modo geral a pisada tem 3 posições clássicas de posicionamento, sendo elas:

imagem sedida pelo site: https://helpmyfitness.wordpress.com/2015/07/28/tipos-de-pisada-e-como-influenciam-na-corrida

Normal ou Neutra: Nessa pisada a parte posterior do pé (retropé), a parte do meio (mediopé) e a parte anterior do pé tem uma atuação equilibrada, sendo o retropé responsável pela recepção do pé ao chão, isto é, pelo peso do corpo tocando o solo. O mediopé tem a função de distribuir a força gerada pela recepção do pé através dos ossos do tarso, e o antepé tem a função de impulsionamento, gerado pela ação dos músculos posteriores da perna, como o gastrocnêmio, sóleo e flexores do tornozelo e dedos dos pés.

Supinado: Nesse caso o pé tem a característica de deslocar o centro de gravidade mais para a parte lateral do pé, sendo assim o médiopé quase não toca o solo, cabendo assim ao antepé e ao retropé fazer toda a função da marcha. Nesse caso a pessoa tende a ter o arco longitudinal do pé retraído pela ação dos músculos e acomodação das fáscias plantares, assim como o encurtamento do musculo tibial posterior, erguendo e sustentando o arco plantar mantendo a pisada supinada. Nesse caso o tratamento seria justamente nesses músculos que fixam essa característica.

Pronado: Na pisada pronada ocorre o desabamento do arco longitudinal, ou seja, do mediopé. Sendo assim, a pisada vai ter um deslocamento de força voltado para a parte medial do pé, fazendo com que essa região sofra mais com o peso excessivo aplicado sobre ele. Os músculos plantares e os músculos tibiais posterior que no caso do pé supinado estavam encurtados, nesse caso estarão fracos, sendo assim o tratamento será em atuar no fortalecimento e consequentemente aumento do tônus desses músculos.

Tanto na pisada supinada quanto na pisada pronada há uma adaptação fisiológica do tornozelo, acompanhando esse padrão e gerando aumento de pressão, ou seja, aumento do estresse mecânico em partes específicas do tornozelo, onde haverá maior probabilidade de gerar dores. Sendo assim:

Pisada Supinada: A pressão no tornozelo acaba por incidir mais na parte medial do tornozelo, podendo gerar dores ou desgaste precoce dessa região em comparação a marte lateral. Por consequência o joelho tenderá a ir para uma posição de Varo, onde também há maior desgaste da face articular mais medial dessa articulação.

Pisada Pronada: A pressão no tornozelo se dará na parte mais lateral, aumentando a incidência de dores ou também o possível desgaste precoce dessa região. Assim como a tendência do joelho a ir para uma posição de Valgo, em que a pressão também incide sobre a face mais lateral dessa articulação, podendo das dores ou mesmo os desgastes precoces da região.

Entorses

Casos de entorses são os mais comuns a atingir a articulação do tornozelo, justamente pelo que foi explicado acima, como a adaptação da articulação do tornozelo aos diferentes terrenos e sua alta carga de trabalho gerado pelo peso do corpo, esse tipo de problema acaba por ter uma alta taxa de recidiva, ou seja, de repetição da lesão. Uma vez que os ligamentos que se lesionam uma vez não voltam a ter seu tamanho original, ficando como uma gola de camiseta esgarçada, o que permite que o movimento lesivo ocorra com enorme facilidade. Sendo comum haver relatos da pessoa após um entorse forte ter outros mesmo que estejam parados sem qualquer tipo de esforço sobre.

Dependendo da pisada como visto acima, a tendência de um entorse se intensifica. Seguindo o mesmo raciocínio desenhado acima a pessoa que possui uma pisada supinada terá uma facilidade maior a ter um entorse em inversão, em que o pé gira levando o dorso do pé para a parte lateral e a sola para a parte.

Leia também : FASCITE PLANTAR, O QUE É E COMO IDENTIFICAR?

Os entorses são classificados de acordo com seu grau de comprometimento dos ligamentos que sustentam a articulação, sendo:

Entorse de Grau 1: Ocorre micro lesões nos tecidos ligamentares gerando, portanto inflamação porem sem prejudicar a capacidade estabilizadora da articulação.

Entorse de Grau 2: acontece a ruptura parcial do ligamento. Nesse caso além do processo inflamatório ocorre prejuízo a estabilidade do tornozelo, que como visto acima, quando lesionado perde de forma definitiva sua capacidade estabilizadora, dependendo agora da musculatura adjacente cumprir essa função.

Entorse Grau 3: no grau 3 ocorre a ruptura total dos ligamentos, sendo na maioria dos casos indicados procedimentos cirúrgicos. Porem em alguns casos não havendo essa possibilidade faz-se o procedimento citado no (entorse) de grau 2, que é a reabilitação da estabilidade da articulação através da ativação muscular adjacente.

Problemas e Inflamações

Algumas condições podem afetar a articulação do tornozelo, sendo mais comuns nos casos descritos acima como pisadas supinadas e pronadas, porem essas patologias podem aparecer por diversos fatores como condições metabólicas (dietas e hábitos de vida), estresses mecânicos ou movimentos repetitivos, síndromes reumatológicas, que consiste em patologias desencadeadas pelo mau funcionamento do sistema imunológico do corpo, o sistema de defesa.

Entre as condições mais comuns estão:

Tendinopatias: A tendinite é a patologia que afeta os tendões, gerando as características de dor, calor, rubor e tumor (edema). A tendinite pode afetar qualquer tendão porem por questão de uso acomete mais os tendões calcâneos, tibial anterior e posterior e os fibulares longos. A evolução da tendinite mal cuidada ou a repetição constante dessa inflamação pode gerar uma condição chamada tendinose, onde o tendão perde sua capacidade estrutural ficando frágil e susceptível a rompimentos.

Gota: Condição gerada pelo aumento do acido úrico no sangue, causado principalmente pela dieta rica em ácidos graxos (gordura), assim como o uso excessivo de álcool e outros componentes metabólicos. A gota gera além da inflamação uma descamação da pele no local afetado.

Artrite: Comumente falando a artrite é a nomenclatura usada para designar qualquer tipo de inflamação articular, porém na prática clinica associa-se a artrite a uma condição reumática, isto é, um defeito do sistema imunológico onde o corpo ataca tecidos sadios das articulações provocando dores e inflamação. Essa condição pode pré dispor um desgaste precoce da articulação do tornozelo, devido à mudança gerada pela inflamação no Ph do líquido sinovial. Esse desgaste se acentua ainda mais por se tratar de uma articulação com alto grau de suporte de peso.

Artrose: A artrose é o nome dado ao processo degenerativo da articulação, mais comumente chamado de desgaste. Esse processo pode ocorrer por diversos motivos, sendo os principais o mau alinhamento articular, causado, por exemplo pelas pisadas em que o peso se dá de forma assimétrica na face articular. Pode também como dito no item, artrite, ser causada pela mudança do Ph do líquido sinovial fazendo com que este perca sua capacidade de lubrificação forçando a articulação a friccionar de forma mais áspera e agressiva chegando a perder a cartilagem e passando a articular osso com osso.

Bursite: A inflamação de um ou ambas bursas pode causar dor nas regiões do calcanhar e do tornozelo posterior principalmente próximo ao maléolo medial. A síndrome de Haglund é uma condição intimamente associada a bursite do tendão calcâneo e é geralmente associada com uma deformidade óssea.

Como aliviar a sensação dolorosa?

Quando a inflamação está em sua fase mais aguda, isto é, em sua fase mais recente, cerca de até 10 dias do início dos sintomas ainda se faz o uso isolado da compressa de gelo no local. O gelo é um poderoso anti-inflamatório e ajuda a eliminar o edema acelerando o processo de cicatrização dos tecidos. É importante lembrar porem que a fase aguda pode vir numa condição chamada de subaguda, que é o retorno de um quadro agudo sobrepondo uma lesão cronificada. O quadro agudo se caracteriza pela inflamação clássica já descrita acima.

Quando a lesão está em sua fase crônica, sendo assim sem as características inflamatórias agudas, ela apresenta um aspecto mais enrijecido e com o edema na sua forma gelatinosa, fazendo o clássico sinal de cacifo. Nesse caso o ideal é fazer o choque térmico na articulação, revezando de forma sistemática, por no mínimo 3 vezes de 5 a 10 minutos a compressa de gelo e a de calor, fazendo assim uma verdadeira bomba de vasodilatação e vasoconstrição, aumentando a vascularização local com o calor e em seguida drenando o resíduo inflamatório durante a fase gelada.

Sempre que se usa gelo ou calor é preciso ter em mente que o gelo é muito dolorido, aumentando a sensação de dor já presente, porem deve ser mantido e feito com um pano que protege a pele contra danos. A fase do gelo deve ser feita com gelo real e não compressas prontas, pelo fato dê o gelo real colocado em um pano permite que o quebremos e assim ele aumenta a superfície de contato com a pele, ocupando cada espaço entre os acidentes anatômicos do local, coisa que seria impossível com a placa de gel regida. A fase de calor é importante ter cuidado para não colocar muito quente na pele já que com a fase fria ocorre a desensibilização local e muitas vezes perde-se a referência de quente. Ambas as compressas devem ser amarradas à articulação para que o efeito seja potencializado.

Qual o tratamento para problemas no tornozelo?

Homem com tornozelo torcido

Primeiramente é preciso fazer o controle da inflamação, atuando com medicamentos, fisioterapias e as já citadas compressas. Após essa etapa deve-se analisar qual a patologia que está presente e atuar especificamente para cada uma delas.

Por exemplo, se for ago metabólico como a gota ou imunológico como a artrite a dieta e os hábitos de vida estão diretamente ligadas, sendo assim o uso de medicamentos pode ser um grande aliado.

Nos casos de artrose existem condroprotetores que diminuem a perda de cartilagem prolongando a integridade da superfície articular. Em casos como traumas o uso de medicamentos para controle da dor pode ser usado.

Porem em nenhum desses casos a medicação deve ser a única saída, porque o remédio tratará apenas os sintomas e não a causa dessas condições.

No caso de pisadas irregulares é importante o fortalecimento ou o alongamento de músculos específicos e até mesmo o emagrecimento, como descrito acima, corrigindo, as vezes com o auxílio de palmilhas corretivas proprioceptivas, o apoio do pé no chão.

Bandagens funcionais, tapings e tornozeleiras são ferramentas de uso temporário, sendo importantes em algumas etapas, mas devem ser sempre orientadas por um fisioterapeuta habilitado, pois seu uso indiscriminado ou continuado sem necessidade promove mais malefícios que benefícios.

Cirurgias podem ser uma opção em alguns casos, porém são minoria e com um bom tratamento convencional se limita a casos extremamente graves.

O que ajuda a prevenir problemas no tornozelo?

Exercícios físicos de fortalecimento associados a treinos proprioceptivos são a chave para que o tornozelo esteja preparado para os diversos desafios apresentados pelo dia a dia. Não confundir corrida, bicicleta, futebol e tênis com exercícios de fortalecimento, pois nos casos de praticantes de esportes o treino ativo de força se torna ainda mais indicado já que o esforço envolvido e os riscos de lesão se elevam consideravelmente nesses casos.

Em caso de dúvidas entre em contato conosco que teremos prazer em ajudá-lo.

Qual Esporte Escolher Para Evitar Dor nas Costas?

Você sabia que quatro em cinco pessoas sofrerão em algum momento de suas vidas de dor nas costas?

Mas isso não significa que você deve evitar atividades físicas, muito pelo contrário. Para evitar a dor nas costas, uma recomendação: movimentar-se.

Os profissionais são unânimes em afirmar que a regularidade é essencial, e recomendam atividades físicas pelo menos três vezes por semana, de trinta a quarenta minutos, obviamente de intensidade moderada.

Caminhar, correr, nadar, pedalar, dançar…qual esporte é mais indicado para quem tem problema de coluna ou quer evitar ter?

Por que atividades físicas são importantes

Seja para quem já sofre de dores nas costas ou deseja prevenir problemas na coluna, saiba que as atividades físicas podem ajudar bastante.

Isso porque fortalecem e alongam os músculos, minimizando assim a pressão exercida em outras estruturas, como os discos e ligamentos.

Agora, algumas precauções são necessárias antes, durante e após os exercícios, pois senão em vez de ajudar, vai acabar piorando.

Por exemplo, fazer aquecimento antes de praticar um exercício e alongar o corpo ao final.

Qual esporte escolher para evitar dor nas costas?

Em primeiro lugar, lembre-se sempre antes de começar qualquer atividade física, conversar com seu médico para saber qual esporte é mais adequado para a sua condição.

Mesmo que você tenha algum problema na coluna, isso não é desculpa para não se exercitar.

Apenas tome cuidado por que certos esportes podem agravar o problema.

Selecionamos aqui os esportes mais indicados para evitar dor nas costas:

Caminhar

A caminhada pode ser feita sozinha ou em grupo e traz muitos benefícios à saúde.

Fortalece nossos músculos e nossa capacidade respiratória, mobiliza as articulações, reduz o risco de doenças cardíacas, fortifica os ossos, ativa a circulação sanguínea, entre outros.

É importante estar vestido adequadamente, com roupas leves e tênis apropriados para caminhada.

Dançar

A dança promove movimentar praticamente com todo corpo. E como existem várias modalidades, com certeza você encontrará com a qual mais se identifique.

Apenas tome cuidado para evitar lesões no joelho, mas dançar no seu ritmo, ajuda a evitar dor nas costas.

Nadar

O grande diferencial da natação é que se trata de um esporte de baixo impacto, sendo uma atividade onde a pressão exercida sobre os discos vertebrais é mínima.

A hidroginástica também é uma outra ótima opção, pois alivia o peso do corpo sobre a coluna.

Musculação

Se você tem problemas na coluna, a musculação é outra atividade física indicada.

Para que a coluna fique estável, é preciso fortalecer a musculatura do core, abdômen, quadril e lombar, o que é possível com a musculação.

Apenas preste atenção para não sobrecarregar um grupo muscular em detrimento de outro, ou seja, é preciso encontrar um equilíbrio.

Pedalar

Para quem sofre de dores nas costas, é recomendado usar uma bicicleta ergométrica, pois possibilita o ajuste.

Dessa forma, a coluna se mantém na sua posição natural, ao mesmo tempo que fortalece os músculos do quadril.

Pilates

O pilates está muito em alta, especialmente entre quem apresenta problema na coluna, pois não coloca em risco os músculos das costas.

Como a área do abdômen é bastante trabalhada no pilates, por sua vez, não traz efeito prejudicial à coluna.

Lembrando também que, é um tipo de exercício que ajuda a manter uma postura adequada.

Independentemente da atividade física, é primordial manter uma boa postura, pois é uma maneira de preservar a sua coluna, evitar o desgaste dos discos e articulações, ajudando a prevenir dor e outros problemas.

Quais cuidados com a coluna na prática de exercícios

As dores na coluna podem ser decorrentes de vários fatores, desde uma postura incorreta, uma sobrecarga ou um processo degenerativo.

É essencial seguir as orientações de um profissional habilitado caso você já tenha um problema instalado, como por exemplo um médico especialista em coluna.

E quais os cuidados com a coluna?

  • Aquecer antes dos exercícios;
  • Manter a postura correta;
  • Não sobrecarregar nos pesos;
  • Faça intervalos entre os treinos para o corpo se recuperar;
  • Use roupas confortáveis e tênis adequados;
  • Alongar após as atividades físicas.

São cuidados básicos que ajudam bastante a preservar a saúde da coluna e não gerar problemas mais graves.

Então, se você sofre de algum problema na coluna ou sente dores, não deixe de se exercitar, mas busque pelos exercícios certos e com orientação correta.

CLÍNICA DE FISIOTERAPIA O QUE É? E COMO ENTENDER SUAS ESPECIALIDADES?

Bom, quando se pensa em clínica de fisioterapia logo vem a mente um espaço grande, com muitos aparelhos e pessoas indo e vindo com roupas brancas e muitas macas, não é mesmo? Bom leia este artigo até o final que vou te mostrar tudo o que precisa saber sobre clínica de fisioterapia!

Mas o que precisa ficar claro é que clínica vem do verbo clinicar, que nada mais é que interpretar os sinais e sintomas que o paciente apresenta e propor e aplicar uma conduta terapêutica.

Isso pode ser feito tanto por médicos, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, entre muitas outras profissões da área da saúde.

Nessa interpretação cabe o que chamamos de exames complementares, que são testes validados feitos por imagens ou por fluidos orgânicos em que podemos corroborar com os achados clínicos como testes, palpações e verificação visual. Temos hoje no Brasil uma ideia que se o médico não pede exame e ele não esta cumprindo seu papel, acha-se que o exame será a chave para resolver o seu problema, mas não é assim que ocorre.

Dentro da área da saúde temos uma máxima que diz que a clínica é soberana, isto é, os exames clínicos descritos são mais fiéis que os exames de imagens como raio-x, tomografia computadorizada, ultra som e ressonância magnética.

Isso por que muitas vezes aquele quadro apresentado não é causado pelo achado nos exames. Por exemplo, um paciente chega com uma dor na face posterior do glúteo em irradiação até o pé. A princípio qualquer profissional da área atestaria que se trata de uma dor ciática. Sendo assim, resolve-se fazer um exame de imagem, uma ressonância magnética e encontra-se uma hérnia de disco na região de L2 (segunda vértebra lombar). Com pouco estudo sabe-se que a região que apresenta a hérnia não poderia estar gerando aquele sintoma até o pé, sendo assim não é a hérnia que esta gerando aquele problema. E isso é muito comum.

Clinicar é diferente de ter uma clínica

Quando pensamos em clinicar precisamos estar em dia com nossos estudos e sabermos de ato o que cada sinal e sintoma quer dizer, e caso tiver um exame de imagem saber relacionar e ver se a imagem de fato corresponde aos achados clínicos.

Pois, ultimamente muitos profissionais se baseiam tanto na imagem que esquecem da máxima e acabam fazendo diagnósticos equivocados gerando aborrecimento e prejuízo ao paciente e, ao mesmo tempo frustração e desconfiança para com o profissional.

Sendo assim a ideia de uma clínica diminuta e altamente especializada esta muito mais próxima da realidade clinica do que uma clínica grande onde não se tem o olhar especializado para cada pessoa e não saiba exatamente o que fazer, aplicando protocolos pouco coerentes e resolutivos, gerando um grande numero de consultas e baixa resolutividade comprometendo o trabalho de outros profissionais da mesma área que acabam ficando desacreditados.

Nossa clínica

Nossa clínica de fisioterapia tem a finalidade de entender e tratar o paciente de forma exclusiva e personalizada, e entendemos que a independência do paciente é nossa maior conquista, pois se o paciente cria dependência do tratamento, o que em alguns casos é inevitável como manutenção, ele não estará empossado e consciente da própria saúde.

Por isso temos na nossa clínica a premissa de que após melhora de 80 a 90% dos sintomas, normalmente conseguidos após algumas consultas em maca o paciente precisa aprender sobre o seu problema, fazendo aquilo que será bom para evitar novas recidivas, assim como evitar fazer coisas que possam gerar novamente o problema.

Portanto o atendimento especializado e personalizado é a chave para que nosso serviço seja tão bom com uma taxa de resolutividade acima de 90% dos pacientes que nos procuram e seguem o tratamento até o final.

Não existe magica na anatomia e na biomecânica, é importante que isso seja claro para que a responsabilidade da melhora seja distribuída em partes iguais entre o terapeuta e o paciente, assim, com esse engajamento qualquer problema não cirúrgico fica fácil de resolver.

Fisioterapia no futuro

Entendo que a fisioterapia esta saindo do armário, no sentido de que até a pouco tempo atrás vivíamos como uma profissão de segunda mão. Isso quer dizer que só éramos tidos como úteis após uma indicação médica.

Então não é necessariamente verdade, claro que podemos ser indicados por um medico assim como podemos indicar o paciente a um medico caso não não esteja sobre nossa tutela o tratamento dele, mas o que esta acontecendo e com muita alegria e confiança da minha parte é que o fisioterapeuta cada vez mais esta sendo visto como um profissional de primeiro contato, o que ao meu ver é o mais correto a ser feito.

Seja para facilitar os serviços de saúde ou para escalonar a partir dos serviços mais básico o fisioterapeuta tem o papel de ser o primeiro profissional a ser procurado nos casos de dores e problemas ortopédicos e traumáticos, este ultimo de pequena monta.

Por que a conduta do tratamento fisioterapêutico é muito menos agressiva ao organismo que a conduta medica de forma geral, pois caso o paciente melhore sem a ingestão de remédios e com condutas que vão lhe ensinar a lidar com a questão, então essa conduta foi menos danosa para sua saúde presente e futura.

Não que os médicos não devam ser consultados em casos de dores mas normalmente a conduta medicamentosa não trata o problema em si, e sim os sintomas, diferente da conduta do fisioterapeuta que ira entender e propor uma reversão do quadro por meio dos mesmos canais ao qual ele se lesionou, ou seja, do seu ambiente e cotidiano.

Por meio de tudo isso o fisioterapeuta esta se valorizando como profissional, tanto na sua condição inerente de ser consultado em primeira mão, o que por si só já configura uma posição de valorização da sua conduta, quanto da remuneração e do valor cobrado pelas consultas, que certos profissionais por não terem a confiança ou o conhecimento necessário acabam por se desvalorizar ao ponto de não valer mais a pena ficar na profissão.

Acho que no futuro a fisioterapia será cada vez mais presente e crescerá como a principal profissão ao se tratar de dores e com isso ganha-se todos. A população por ter opções mais sadias e resolutivas para suas pendencias, o fisioterapeuta pelo papel de tratar e principalmente ensinar o paciente sobe seu problema biomecânico e os médicos por não terem pacientes que voltam sem melhoras aos seus consultórios queixando-se da profissão como um todo.

O Que é Escoliose, Como Identificar e Quais os Possíveis Tratamentos?

O que é escoliose?

Escoliose é um desvio tridimensional da coluna que pode ser encontrada em qualquer parte da coluna vertebral, sendo menos comum na coluna cervical e mais comum na coluna torácica e lombar com predominância acentuada na região conhecida como charneira toraco lombar, ou seja, na área de junção desses dois segmentos vertebrais.

sse desvio vertebral é considerado patológico, isto é, não é normal e não deveria ocorrer. Isso porque as únicas curvas fisiológicas que ocorrem na coluna são as curvas no sentido antero posterior como as lordoses lombar e cervical e a cifose torácica. A escoliose pode ser classificada em duas linhas principais, a escoliose estrutural e compensatória, sendo essa ultima a mais comum em consultório.

A compensatória, como o próprio nome sugere é uma compensação do corpo há algum desajuste nos seguimentos abaixo ou acima da área escoliótica. Dessa forma, quando uma escoliose é identificada ela deve ser tratada a fim de evitar novas compensações deixando o corpo ainda mais suscetível a dores.

A estrutural consiste em uma escoliose que tem um caráter genético principalmente, ou alguns casos como paralisia cerebral, acidente vascular encefálico (AVE) entre outras patologias que geram como consequência uma assimetria dos tônus musculares. Esses casos acima podem ser colocados como escolioses estruturais apesar de serem também secundárias a alguma patologia, pelo fato de não se ter um tipo de tratamento que corrija essa disfunção sem ter que contar com o auxílio de próteses e tratamentos neurológicos.

Como identificar uma escoliose?

A identificação de uma escoliose, seja ela estrutural ou funcional (compensatória) é de fácil avaliação, porém incorre em muitos erros de procedimento visto o número de casos que chegam com diagnóstico errado.

As vezes pelo simples fato de um ombro aparecer mais alto ou um desvio da pelve alguns fisioterapeutas ou médicos mal informados já fecham o diagnóstico de escoliose, ocorrendo em um duplo erro já que não é assim que se confirma uma escoliose como ela por si só não é o problema em si, mas sim um sintoma ou efeito de outras disfunções que essas sim podem ser os problemas reais.

Isso é claro exclui aquelas escolioses congênitas, que esse sim são tidas como causas e efeitos da disfunção.

Para se identificar uma escoliose o procedimento correto a ser adotado é o teste de gibosidade. Nesse teste o paciente fica de frente para o avaliador, este de preferência sentado com a altura do olhar um pouco acima da cintura do paciente. O avaliador pede para o paciente fazer uma flexão de tronco a fim de que o avaliador possa fazer uma varredura visual de forma a percorrer com o olhar toda a curva vertebral no sentido antero posterior.

Iniciando na lombar baixa, e subindo com o olhar alinhado por toda a lombar  buscando qualquer assimetria entre o lado direito e esquerdo, até o final da torácica, ou seja, a parte alta da torácica próximo a junção cervical.

Dessa forma se houver qualquer assimetria entre os hemicorpos haverá ali uma escoliose, com raras as exceções que tornam imprecisas essa forma de avaliação, como por exemplo, hipertonia paravertebral, essa situação pode gerar um falso positivo, portanto o terapeuta terá de ser capaz de diferenciar uma gibosidade de uma hipertonia focal.

O lado mais alto, ou seja, o lado mais posterior da escoliose é o lado que dará nome a lesão. Por exemplo, se ao avaliar a gibosidade e for verificado que o lado direito está mais alto que o esquerdo significa que aquela é uma escoliose direita, e o contrário também é verdadeiro, se o lado esquerdo estiver mais alto (posterior), aquela é uma escoliose esquerda. Isso porque o lado mais alto mostra o lado convexo da curva escoliótica.

Existe ainda os casos, bem comuns de escoliose em S, isto é, escolioses que tem uma parte a direita e outra a esquerda, justamente para compensar e manter a horizontalidade do olhar. Esses casos são bem comuns e representam mais de 50% dos casos de escoliose encontrados, pois dificilmente o corpo não gera uma compensação a uma curva existente.

Tipos de escoliose

Congênita: escoliose resultante de má formação na coluna vertebral, presente desde o nascimento.

Neuromuscular: é a alteração da coluna vertebral por ativação muscular ou nervosa anormal. Este tipo de escoliose é freqüentemente visto em pessoas com paralisia cerebral, distrofia muscular, espinha bífida ou outras complicações neurológicas. Devido à fraqueza muscular dos estabilizadores espinhais, a coluna vertebral desses pacientes geralmente forma uma grande curva em forma de “C”.

Idiopático: Isto é o que acontece sem uma causa conhecida. Há algumas teorias que argumentam que a escoliose é comum entre os membros da família, sugerindo fortemente que ela tem uma associação com um componente genético. Outra teoria é que as alterações posturais são tão significativas que causam anormalidades nas fibras musculares e dão origem a alterações morfológicas. Está dividido por faixa etária:

Escoliose idiopática infantil: afeta crianças com menos de três anos de idade;

Escoliose idiopática juvenil: afeta crianças de três a nove anos de idade;

Escoliose idiopática adolescente: afeta crianças entre 9 e 18 anos de idade;

Escoliose idiopática de adultos: afeta crianças com mais de 18 anos de idade;

Possíveis tratamentos

Para se tratar a escoliose precisamos antes de mais nada entender que a escoliose normalmente reflete alguma alteração tanto acima quanto abaixo dos segmentos escoliótico. Isto é, a escoliose se forma para compensar algum problema que não necessariamente está localizado ali.

Isso porque o corpo tem a linha visual do horizonte como referência de normalidade, portanto se houver alguma coisa que gere uma posição anormal do corpo, como uma área de dor em que o corpo assuma uma posição antálgica, o corpo irá desviar por essa dor mas de alguma forma compensará os segmentos acima ou abaixo para manter a horizontalidade do olhar.

Assim, a escoliose seria uma situação compensatória a um quadro de dor. Assim como a dor pode gerar uma escoliose, disfunções não necessariamente álgicas como uma rotação de pelve ou um quadro de arco plantar desabado pode também gerar essa condição de forma secundária. Sendo assim, o tratamento da escoliose se da tratando as áreas que estão gerando a compensação escoliótica, isto é, tratando as áreas primárias que levaram o restante do corpo a se compensar, seja ela uma dor ou uma disfunção não dolorosa.

Existe ainda um caso em que a escoliose pode ser considerada o fator primário, ela é a escoliose congênita, isto é, a escoliose em que há uma má formação de uma ou mais vértebras, normalmente em formato de cunha, e assim todo o alinhamento vertebral será comprometido, nesse caso deverá seguir para avaliação médica para uma possível cirurgia corretiva.

A fisioterapia tem diversas técnicas para se tratar escolioses, entre as principais se encontram a reeducação postural global (RPG), a osteopatia e a quiropraxia que atuam para eliminar barreiras para o futuro alinhamento ativo, e a própria ativação muscular específica, isto é, através de exercícios específicos conseguimos gerar torque e pressão nas áreas enfraquecidas pela posição anormal da curva escoliótica assim como gerar movimento, ou flexibilidade para as áreas retraídas ou encurtadas.

Sendo assim, a longo prazo, a principal ferramenta de tratamento para escolioses será a própria ativação e exercícios musculares específicos.

Assista nosso vídeo explicando mais sobre escoliose :

Problemas relacionados ao esporte? Entenda porque e como prevenir.

Esportes que dão mais problemas de dores e lesões no brasil?

Claro que é o futebol, não poderia ser diferente ne?! Mas é claro que  não só o futebol tem alto risco de lesão, qualquer esporte em que haja breques e arranques explosivos tenderá a colocar toda a estrutura músculo articular sob forte pressão. Esportes como o tênis e o basquete são outros em que a competitividade em excesso sobre um aparelho (corpo) sem muito preparo, sucumbem a lesões.

Qual o fator mais importante para se prevenir de lesões do esporte?

De longe é a ativação e flexibilidade muscular juntamente com o treino proprioceptivo das articulações, só assim o corpo terá uma vantagem sobre o ambiente, de forma a reagir com rapidez e suportando as altas tensões geradas pelos esportes. Sem isso muito provavelmente um atleta amador e principalmente um profissional pagará a conta cedo ou tarde. Meio que um contrassenso mas na verdade o corpo quanto mais se usa melhor ele fica. Isso serve inclusive para a melhor idade ou pra pessoas que sofrem de dores cronicas.

E se eu ja me lesionei, o que posso fazer sozinho?

Qualquer tipo de lesão aguda, de origem traumática ou ortopédica pode-se aplicar gelo de imediato. Tirando algumas situações como dores musculares, que reagem melhor ao calor. Porém, fora as musculares todas as outras a aplicação de gelo por 20 min a cada 2h reduz a dor, o inchaço e acelera a cicatrização da lesão de forma significativa.

Caso o problema persista por muito tempo ou a dor for demasiada intensa procure um fisioterapeuta de confiança para avaliar melhor a situação.

Veja mais no vídeo abaixo! 

Gelol, para que serve? Quando usar?

Olá pessoal!

Venho através deste trazer semanalmente informações sobre a área da saúde e bem-estar para vocês.

Em Franca tanto na área da Fisioterapia, quanto na osteopatia, quiropraxia e acupuntura tenho muitos pacientes e potenciais pacientes, e entendam isso como “atletas” de final de semana, que me queixam a respeito do uso de adesivos e sprays a base, quase sempre de cânfora para lesões e dores.

Quando usar? Para que serve? qual o melhor momento?então decidi falra sobre isso essa semana.

Bom, para entender melhor a indicação é necessário entender primeiro, o que é, certo?

Composição

Então, esse tipo de composto que associa normalmente mentol, salicilato de metila e cânfora tem o objetivo de gerar vasodilatação no local. Isso quer dizer que os vasos sanguíneos que chegam ao local a ser aplicado vão aumentar de calibre e com isso facilitar a chegada de sangue no local, ponto.

O aumento do aporte de sangue local traz consigo oxigênio e nutrientes, ao mesmo tempo, levar embora as toxinas provenientes da lesão, acelerando o processo de cicatrização.

Prós e Contras

Porém, como nem tudo são flores, o que não é noticiado na propaganda da TV é que em lesões articulares agudas, isto é, aquela lesão que esta “aquecida” pela inflamação não responde bem ao calor. Óbvio, pois o calor, nesse caso iria aumentar a inflamação local, sendo necessário, nesse caso, o uso do gelo.

Em dores musculares em que não ocorre uma inflamação significativa ou em dores mais cronificadas, isto é, dores “antigas” com mais de 3 dias, o uso desse tipo de pomada, ou spray é sim recomendada.

Recapitulando: Lesões ou traumas, pancadas, torções, pisões, caneladas, quedas usa-se gelo no momento e sprays depois de 3 dias.

Cãimbras, contraturas, estiramento (muito comuns em pernas de pau que “furam” a bola na pelada), nesse caso o spray é com certeza uma boa opção associado by the way  com uma massagem local, ok? 

Após sessões de osteopatia e quiropraxia também podem ser uteis para aliviar pequenos espasmos que tenham permanecido.

Espero que esse artigo seja de alguma utilidade e caso queiram me procurem no facebook ou no meu blog.

Boa semana a todos!

Para saber mais assistam o vídeo : 

Fisioterapia Ortopédica Desmistificada

Fisioterapeuta: Parâmetros da Jornada de Trabalho | Blog do Secad

Fisioterapia Ortopédica

A fisioterapia ortopédica é aquela que faz a prevenção e o tratamento de dores e disfunções que sejam de causas naturais da utilização convencional do corpo, sem que tenha como origens traumas ou doenças associadas.

Esse tipo de fisioterapia tem como principal função a identificação e correção de desordens tanto pré como pós sintomas. Nesse caso, tem-se a noção exata do padrão apresentado e assim pode-se usar a ferramenta adequada.

Como ferramentas destacam-se a terapia manual que é a osteopatia, a quiropraxia, entre outras como as principais. Elas são usadas para fazer a parte de correções de pequenos parâmetros, isto é, fazer as pequenas correções que preparam o corpo para as grandes correções. Nestas estão envolvidas atividades ortopédicas que equilibram o uso que a pessoa tem em seu corpo, seja fortalecendo, alongando ou conscientizando sobre como utilizar o corpo segundo cada demanda, seja ela de uma pessoa que tem um trabalho braçal ou intelectual.

Resumo

Falando de forma clara a ortopedia entende o corpo e consequentemente os problemas por ele apresentado como uma consequência individual ou somada de fatores como genética, ambientais (trabalho, hábitos e costumes) e psicossociais.

Tendo isso em vista, fica claro que o alivio dos sintomas de forma definitiva e duradoura depende mais do paciente do que do terapeuta, pois somente o paciente tem o poder da escolha pra fazer as mudanças necessárias, cabendo ao fisioterapeuta o papel de orientação e procedimentos.

Conclusão

Infelizmente, nos fisioterapeutas também erramos em nossa atividade, não explicando pro paciente qual é a causa do seu problema e qual o passo a passo para inverte isso de forma definitiva. Essa orientação e muito importante para o paciente aderir ao tratamento tomando pra si a responsabilidade de seguir de forma correta até a solução completa dos sintomas.

Osteopatia em Franca

O profissional osteopata hoje é uma virtude da profissão de fisioterapia como um todo.

Na minha opinião a fisioterapia deve ser o mais independente possível, não podendo se ater a equipamentos e técnicas que exijam mais de tecnologia do que de conhecimento, desta forma acho que a volta ao trabalho manual além de ser lindo é a essência da profissão.

Quando coloca-se as mãos nos pacientes, e digo isso a você fisioterapêuta, nos tornamos parte do plano biologico e com isso estamos aptos a identificar alterações que vão fazer mudar a vida do nosso paciente e não apenas trata-lo.

Hoje no Brasil temos dois problemas a enfrentar caro colega, a osteopatia não tem concorrência, temos sim a falta de coleguismo e de organização para nos impor como profissionais perante o loby médico e a sociedade que desconhece nossa técnica.

Por isso apenas uma pequena fatia do mercado nos procura como primeiro atendimento, pensando que é necessário passar pelo médico antes.

Outra coisa é o despreparo de cursos que vendem o osteopata como simplesmente estralos e o profissional sai pensando que qualquer barulho é tratamento e com isso ‘queima o filme’ da profissão.

O bom osteopata sabe fazer triagem tão bem ou melhor que muitos médicos por ai, e se houver a necessidade de encaminhamentos isso será feito sem protecionismo, pensando unicamente em resolver o problema da pessoa para que ela reconheça nosso papel e com isso fortaleça a profissão.

Enfim, essa é apenas minha opinião e gostaria de agradecer a todos os meus pacientes e colegas que acreditam que a osteopatia veio para ficar e que será em breve muito maior, em termos de publico, do que já é.

Acupuntura, osteopatia e quiropraxia no SUS

Olá pessoal!

Hoje trago pra vocês um assunto que vai além do que hoje podemos ter nos dias atuais.

O SUS brilhante na teoria, fere os direitos oferecidos na prática por não se estruturar corretamente prevendo as necessidades de cada um a fim de evitar o gargalo nos plantões e emergências espalhadas pelo pais.

O SUS tem um sistema que abrange a cobertura de “terapias complementares” ao repasse do sistema aos municípios. Porem são pouco os que atuam de forma correta nessa questão, liberando profissionais das áreas de Acupuntura, Osteopatia, Quiropraxia, Massoterapia, para a realização de procedimentos iniciais em um sem número de casos em que poderia desafogar as queixas simples de dores crônicas, psicossomáticas e leves que tanto custam ao sistema.

Espero que algum dia o sistema corresponda ao que ele foi criado e de uma chance aos profissionais não médicos atuarem de forma multidisciplinar no combate a escassez de saúde no Brasil.

Trabalho Multidisciplinar em Franca

Olá a todos! É sempre um prazer vir aqui e esclarecer duvidas e expor conteúdo a respeito de saúde, esse assunto tão extenso e complexo.

Gostaria hoje de falar sobre o trabalho multidisciplinar. Isso é o trabalho feito em conjunto com profissonais de diversas áreas da saúde e que de alguma forma complementam o tratamento de um mesmo paciente, tendo o enfoque na orientação completa e multidirecional, abrangendo portanto todos os aspectos que estejam envolvidos em seu problema.

O tema pode ser de grande importancia e as vezes, tem-se a impressão que isso nao é bem seguido na nossa sociedade.

A tendencia muitas vezes tende a ser o isolamento de uma área segmentada e tão especifica que fica contido em um unico olhar, perdendo assim a complexidade que o individuo é :

Darei um exemplo do que acontece no cotidiano

Na área da fisioterapia, osteopatia e quiropraxia em Franca é muito comum recebermos pacientes indicados de outros profissionais como médicos e psicólogos, porque o individuo que adoece geralmente passa pelo médico que lhe encaminha a fazer exames e a tomar medicamentos.

Sintomas

Tais sintomas podem ser remissivos mas podem recidivar, ou seja, voltar, sendo necessário nesse caso o acompanhamento do fisioterapeuta.

Se esse paciente, por exemplo, deixa de (trabalhar, praticar esportes ou fazer algo que gostava antes de lesionar), possivelmente vai desenvolver um quadro de melancolia e isso pode gerar problemas psicologicos, sendo necessario o encaminhamento para o profissional da area.

Consequências e Soluções

Se esse paciente tem dificuldades em voltar a se relacionar em sociedade, seja por conta de sequelas do tratamento ou por conta de uma dificuldade fisica, entra ai a terapia ocupacional, importante na reestruturação social desse individuo.

Quando há de fato o interesse na recuperação integral do paciente é de suma importância o pensamento multidiscipinar, é impossivel e altamente enviesado que um único profissional seja capaz de abranger toda a necessidade de todos os casos de adoencimento de um indivíduo, pois é cada vez mais comum a especialização aguda em áreas de conhecimento e isso promove, de fato, um enfoque bem mais especifico nos problemas, mas também retira do foco areas que nao estao relacionadas.

Funções do Profissional

É preciso que o profissional reconheça os limites de sua atuação e conceda a outros colegas e ao paciente a oportunidade de dar continuidade com vistas ao bem estar e qualidade de vida do individuo que nos procura.

Hoje há ainda, infelismente, uma grande distancia entre as profissões, tanto por receio de não estar fazendo a coisa certa, ou por não conhecer o profissional certo para o caso, quanto por questões financeiras, entendendo que estaria “perdendo” aquele paciente.

Pensamentos Finais

Ora, a visão estreita sempre afeta aquela que mais precisa e menos entende, portanto é importante que o profissional esteja atento as outra profissoes complementares a fim de pode ter mais autonomia e confiança na indicação e obter feedbacks em troca, fazendo um acompanhamento de perto e com um olhar amplo para com quem nos procura.

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