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Síndrome Compartimental Abdominal: conheça suas características

Com nomenclatura intimidante, a Síndrome Compartimental Abdominal é uma complicação frequente em pacientes internados com complicações na região abdominal, cervical e lombar, com desdobramentos que podem levar ao óbito. 

O quadro é provocado pelo desequilíbrio na pressão contida na cavidade abdominal, espaço entre a parede do abdômen e os órgãos que compõem o sistema digestivo. 

Como uma área intermediária, pode ser afetada pela coluna, aparelho respiratório e reprodutor. 

A síndrome aparece, em muitos casos, como uma evolução no quadro de trauma causado por acidentes que atingem o tórax ou partes importantes da coluna vertebral. 

Outras condições, como hérnias de disco e deslocamento de órgãos internos, oferecem risco. 

Para compreender o que acontece no organismo em uma Síndrome Compartimental Abdominal, e desta forma, identificar sintomas e saber quando consultar um médico, é importante elucidar como a disposição de órgãos atua sobre a pressão interna do corpo. 

Uma síndrome desencadeada por vizinhos

O sistema digestivo é formado por um conjunto de dez órgãos, sendo sua maioria localizada na região central do corpo, logo abaixo do tórax. 

Sua posição de destaque na figura externa de um indivíduo e seu nível de exposição tornam esta uma área sensível a choques. 

Contudo, o organismo, como um relógio comparador milesimal, desenvolve modos de proteger a região, para além da pele. 

O espaço abdominal é uma das partes do corpo com maior percentual de acúmulo de gordura, seja esta subcutânea ou visceral. 

A gordura subcutânea se aloja abaixo da camada mais profunda da pele, a derme, permeada por vasos sanguíneos. 

Sua principal função é amortecer o impacto de traumas externos sobre a pele, protegendo a integridade dos órgãos. 

A gordura visceral, por sua vez, é considerada perigosa para a saúde, localizada em torno das vísceras, razão de sua nomenclatura e estimulada pelo consumo desordenado de calorias. Em todo caso, trata-se de um mecanismo de isolamento das estruturas internas. 

Em traumas causados por acidentes de colisão, a barreira de gordura subcutânea não é suficiente para prevenir o impacto sobre os órgãos situados na região atingida, o que pode provocar deslocamentos, sangramentos e alterações na pressão interna. 

O sistema digestório está localizado entre o sistema respiratório, circulatório, renal e genital, afetado diretamente pelas complicações que afetam todas essas áreas. Assim, é seguro dizer que quase toda lesão provoca reações digestivas. 

O aparelho respiratório e cardiovascular está situado entre um conjunto de ossos do peito e atravessado pela coluna vertical, que se estende até a lombar, no final do intestino grosso, próximo aos órgãos renais, locais de atenção especial em hospedagem para idoso

Acidentes de carro são uma condição de risco comum para a Síndrome Compartimental Abdominal, por exemplo, o sangramento provocado no local.

Além do possível deslocamento e fratura de ossos do peito se convertem em pressão adicional no abdômen. 

O deslocamento de órgãos por outras causas, como os prolapsos retais e genitais, também alteram a pressão abdominal. 

São caracterizados pela perda de sustentação do reto e do intestino grosso, que descem até as cavidades do ânus e da vagina, nas mulheres. 

A manipulação de medicamentos ou intervenção cirúrgica são procedimentos recomendados por profissionais especialistas nesses casos, sendo a síndrome uma complicação que exige agilidade, diante do risco de falência múltipla de órgãos. 

Entendendo a pressão abdominal

A pressão é um conceito da física, próprio da Hidrostática, que explica a relação entre a força e a superfície onde a qual é distribuída. 

Como um corpo situado em um espaço, o organismo é afetado por fenômenos verificáveis fora dele. 

Todo elemento, seja um banco para banho idoso ou água corrente, esteja ele em sua forma sólida, líquida ou gasosa, é capaz de gerar pressão devido ao seu peso em relação à atmosfera terrestre. 

A pressão interna que atua sobre os órgãos do corpo humano deriva de um equilíbrio entre a força gerada pelo peso de todos os músculos, ossos, tecidos e fluídos, orientada para fora e a força da pressão atmosférica, orientada para dentro. 

É esse equilíbrio que viabiliza a circulação de oxigênio e sua consequente absorção celular, a estabilização da coluna vertical, a contração de músculos do coração, pulmões, estômago e intestinos, até a movimentação motora. 

Contudo, toda essa combinação de forças é exercida sobre uma superfície, uma vez que as partes do organismo não estão soltas, mas condicionadas em um local específico. 

A força derivada do peso de cada víscera exerce pressão sobre as paredes internas que a retém. 

O processo de aumento da pressão sobre as paredes de órgãos digestivos pode ser comparado ao processo observado em cilindro de argônio, cuja pressão dentro do recipiente é cuidadosamente medida, a fim de evitar acidentes. 

No que tange ao sistema digestório, esse processo é denominado pressão intra-abdominal, com valores saudáveis que chegam ao máximo de 12 mmHg. 

Valores acima deste patamar caracterizam uma hipertensão intra-abdominal, desencadeando a síndrome. 

Nas unidades intensivas hospitalares, ambiente controlado com sapato para enfermagem, a condição pode se desenvolver também em casos de ressuscitação em cirurgias ou na reversão de infartos e outros quadros clínicos que geram parada cardíaca. 

Nesses casos, a pressão intra-abdominal se eleva com o extravasamento de fluídos vasculares nos tecidos do organismo. 

Uma vez acumulados na cavidade abdominal, cria-se um edema e consequente reação imune. 

Outras causas da SCA

Fora dos ambientes hospitalares, a Síndrome Compartimental Abdominal pode ocorrer em indivíduos que não passaram por internação ou intervenções médicas agressivas. 

As principais causas, neste caso, para surgimento da condição, são: 

Infecções bacterianas graves

As infecções bacterianas são de múltiplos tipos, atacando diversas partes do corpo. 

Contudo, algumas espécies de bactéria são capazes de comprometer múltiplos sistemas, criando um processo denominado choque séptico. 

O choque séptico é uma complicação grave de quadros infecciosos, exigindo intervenção imediata, sob o risco de óbito. 

Caracterizado por falência aguda no fluxo sanguíneo, os sintomas são fraqueza, pressão arterial muito baixa e dificuldade respiratória. 

Apesar da pressão arterial baixa, o choque séptico, identificado por um profissional em jaleco branco feminino, pode desencadear o acúmulo de líquido no trato digestivo como reação imune à inflamação, aumentando perigosamente a pressão intra-abdominal. 

Parasitoses avançadas e tricotilofagia

As parasitoses avançadas podem ser definidas como protozoários e vermes que se alojam no trato digestivo, causando inflamações e modificando o funcionamento dos órgãos atingidos. Em sua forma avançada, podem alterar o tamanho das vísceras. 

Seja através de inchaço causado pela inflamação ou a presença de uma quantidade exacerbada de parasitas, deformidades avançadas nas paredes do intestino podem congestionar o fluxo sanguíneo e de líquidos, aumentando a pressão interna. 

Outro aspecto que compromete o funcionamento do sistema digestivo e pode desenvolver complicações diversas, entre elas a Síndrome Compartimental Abdominal, é a tricotilofagia, transtorno psiquiátrico que leva o paciente a ingerir seu próprio cabelo. 

Em sua fase avançada, o paciente com tricotilofagia pode acumular uma quantidade de fios incompatível com o tamanho do estômago, provocando a obstrução da cavidade abdominal, que caso não tratada em cirurgia, pode evoluir para uma SCA. 

Traumas e perfurações

Os traumas na região toráxica variam entre pancadas, quedas e perfurações, ambas situações que podem alterar a pressão intra-abdominal. 

Além da hemorragia interna, os traumas na área podem fraturar os ossos, comprometendo sistema respiratório e digestivo. 

Em todos os casos citados, a intervenção cirúrgica é imperativa, tanto para solucionar a causa da síndrome, quanto para reduzir emergencialmente a PIA. 

Portanto, o atendimento ágil e diagnóstico preciso são essenciais para a sobrevivência do paciente. 

O que observar no diagnóstico 

O diagnóstico da Síndrome Compartimental Abdominal deve ser observado com base em seus sintomas mais evidentes. 

Vale ressaltar que o objetivo não é administrar tratamento sem prescrição, mas compreender quando é o momento de visitar um médico. 

Os sintomas da síndrome podem ser locais ou se manifestar em outras regiões do corpo. 

O aparecimento de um conjunto dos sinais listados deve ser o suficiente para dirigir-se até um posto médico esterilizado em álcool gel perfumado 5 litros. São esses: 

  • Dor e inchaço abdominal; 
  • Pressão arterial baixa; 
  • Náuseas e tonturas; 
  • Diminuição ou incapacidade de urinar; 
  • Dificuldade para respirar. 

Em caso da presença de qualquer uma das causas apresentadas junto aos sintomas acima, o paciente deve comunicar ambas as situações ao profissional de saúde. 

O diagnóstico definitivo é a medição da pressão intra-abdominal induzida em hospital. 

Uma vez confirmado o quadro de Síndrome Compartimental Abdominal, o paciente é encaminhado para uma cirurgia de emergência, onde o cirurgião especializado no sistema digestivo vai reduzir a pressão interna e intervir nas causas do problema. 

Conclusão

Portanto, a Síndrome Compartimental Abdominal é uma condição de extremo risco à saúde, mas ainda assim, pouco conhecida pelo público. 

Compreender como funciona e quais as circunstâncias mais prováveis de aparecimento podem salvar vidas. 

É importante consultar um médico especializado em caso de dores ou desconfortos abdominais persistentes, uma vez que a abordagem preventiva é a melhor arma contra doenças graves. 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos. 

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