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fisiologia do tato

Conheça a fisiologia do tato e descubra como sentimos as coisas sobre a pele

Tirar a mão de forma automática ao tocar uma panela quente é um processo complexo que envolve terminações da pele até o Sistema Nervoso Central. Confira como funciona a fisiologia do tato.

A pele é o maior órgão do corpo humano, podendo chegar a ter 2 metros quadrados de área. O crescimento da indústria da beleza trouxe novos produtos para a pele e disseminou as práticas de skin care.

Contudo, a saúde da pele não se limita ao rosto e precisa cuidar das peles de todas as partes do corpo. Isso é válido na hora de passar protetor solar antes de sair de casa, evitar água muito quente ao tomar banho, passar cremes hidratantes, entre outros cuidados.

Além de proteger os nossos órgãos internos, a pele também é fundamental para garantir o nosso tato. É a partir da pele que sentimos a textura do mundo ao nosso redor, desde um edredom macio, uma esponja até o mar. Você sabe como funciona a fisiologia do tato? Confira mais sobre isso a seguir!

Pele

A pele não é só o maior órgão em extensão do nosso corpo, mas também o nosso maior órgão sensorial, sendo uma superfície repleta de terminações nervosas que conseguem captar estímulos mecânicos e térmicos.

Esse órgão é composto por duas camadas distintas, unidas de maneira muito firme  entre si. Uma delas é a epiderme (formada por tecido epitelial e mais externa) e a derme (formada por tecido conjuntivo e mais interna, onde estão os mecanismos responsáveis pelo tato).

Os estímulos possíveis podem ser os sentidos clássicos (audição, gustação, olfação, visão e equilíbrio) e os somáticos (temperatura, coceira, dor, tato e propriocepção — capacidade de perceber a localização espacial de um corpo).

Terminações nervosas

Nos pêlos, existem terminações nervosas específicas nos folículos capilares (que captam as forças mecânicas que eram aplicadas contra o pêlo) e os receptores de Ruffini (com forma ramificada, responsáveis por receber calor).

Outros tipos de receptores comuns na nossa pele são: Corpúsculos de Paccini (que captam estímulos vibráteis e táteis), Corpúsculos de Meissner (que também percebem sensações táteis), Discos de Merkel (que, além do tato, percebem variações de pressão) e terminações nervosas livres (mais diversificadas, podendo captar estímulos térmicos, mecânicos e dores).

O tato é fundamental para nos ajudar a perceber o ambiente ao nosso redor — perceber se estamos sendo submetidos a sensações dolorosas, variações extremas de calor ou pressão. As partes mais sensíveis ao toque são o rosto, língua, lábios, mãos, dedos dos pés e órgãos genitais (masculina e feminina).

Sistema nervoso

As diferentes experiências sensoriais podem provocar reações cerebrais imediatas. Muitas vezes, essas informações são armazenadas no cérebro sob a forma de memória, tendo um impacto direto das reações do organismo vividos dali para frente.

Cada fibra nervosa é muito específica para transmitir uma determinada sensação (como pressão, luz e calor). No final do processo de transmissão, o impulso nervoso chega em uma área específica do cérebro responsável por processar aquele tipo de sensação.

E como um determinado estímulo chega até o Sistema Nervoso Central (SNC)? Existem basicamente dois caminhos para ele percorrer. Um deles é a via posterior, responsável por transmitir os sinais sensitivos até o bulbo, localizado no tronco encefálico. A próxima etapa é a transmissão da informação a um segundo neurônio e depois para o lado oposto, seguindo até o Tálamo, situado já no cérebro.

Outro caminho é através das vias laterais. Imediatamente após entrar na medula, aquele sinal já se conecta a outros neurônios, cruza a linha média e ascende até chegar ao Tálamo.

Prestar atenção nas sensações para interpretar o ambiente ao nosso redor envolve uma fisiologia complexa de neurônios e receptores responsáveis por transformar um estímulo físico em outro eletroquímico.

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