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5 principais diferenças entre fisioterapia e fisioterapia esportiva

Quando sentimos uma dor ao praticar uma atividade física ou uma tarefa do cotidiano, logo pensamos em procurar um médico e iniciar um tratamento com fisioterapia. No entanto, essa especialidade possui diversas modalidades que nem sempre são muito conhecidas.

 

O ponto que une todas as especialidades que envolvem a fisioterapia é o foco em reabilitação, que foi o que motivou o surgimento da prática. A fisioterapia, como a ciência que conhecemos, tem sua origem no período entre a 1ª e a 2ª Guerra Mundial. 

 

Por contar com um amplo número de pessoas machucadas e com restrições físicas para a recuperação, foi necessário estruturar a ciência da fisioterapia, embora se saiba que a ideia de reabilitação através de movimentos, terapia manual e exercícios seja muito mais antiga. 

 

O fisioterapeuta atua em um local específico no corpo de atendimento de hospitais, pois se sabe que a recuperação e manutenção de condições físicas dependem da realização de fisioterapia em todos os passos do tratamento.

 

No mesmo sentido, o fisioterapeuta esportivo tem lugar entre os atletas profissionais, sendo essencial para a prática de esporte de alto rendimento. Inclusive, entre praticantes amadores, o profissional é cada vez mais procurado.

 

Assim, você deve estar se perguntando qual a diferença entre a fisioterapia e a fisioterapia esportiva. É sobre isso que vamos abordar neste artigo, bem como as formas de atuação do profissional de cada uma das especialidades. Acompanhe!

O que é a fisioterapia convencional?

Quando se fala em fisioterapia convencional, a tendência é que se pense em exercícios e práticas para restabelecimento físico após uma cirurgia ou algum evento que impacte principalmente na locomoção e realização de atividades cotidianas.

 

O que se tem no senso comum é que se trata de uma especialidade que apenas dá suporte à parte médica, em especial em áreas ligadas à ortopedia. Os cuidados com o restabelecimento motor são, contudo, apenas uma parte do que é a fisioterapia.

 

Hoje em dia, a área se divide em diversos segmentos, como neurológica, respiratória, pélvica, entre outras, com focos em diferentes demandas, desde melhorar a capacidade pulmonar, fazer um check up geral e até mesmo auxiliar na preparação para parto normal. 

 

Não necessariamente se trata apenas de reabilitação, pois a fisioterapia também tem a função de prevenir lesões e melhorar a qualidade de vida, especialmente quando há alguma demanda específica, como idade avançada ou gestação. 

 

Assim, tanto quanto a fisioterapia esportiva, a versão convencional pode (e deve) ser procurada muito antes de qualquer problema ocorrer, afinal, é possível que o profissional possa orientar mudanças que trarão impacto no dia a dia. 

 

Um ponto interessante da atuação do fisioterapeuta é na reeducação postural, pois mesmo que muitos compreendam isso como “sentar reto”, cuidar da postura vai muito além: desde trabalhar em cadeira alta para escritório até dobrar os joelhos ao escovar os dentes. 

 

Dessa forma, ter o acompanhamento de um fisioterapeuta pode garantir maior longevidade, menos dores e menor risco de ter doenças relacionadas a vícios corporais, caminhando por questões posturais até na respiração pouco profunda. 

 

Outra questão que pode ser abordada é, embora não seja o foco específico da fisioterapia convencional, realizar tratamento com profissional pode inclusive reduzir ansiedade, melhorar sono e trazer uma sensação de bem-estar geral.

Do que se trata a fisioterapia esportiva?

Na especialidade esportiva, a fisioterapia adquire outros contornos. O foco da prática é dar condições físicas para que atletas, profissionais ou amadores, possam obter o melhor desempenho na modalidade escolhida. 

 

Dessa especialidade, um ponto a ser combatido é não imaginar pessoas de terceira idade sendo atendidas. Isso, porém, é um engano, uma vez que pessoas mais velhas são o público ideal para realização da fisioterapia esportiva, já que também são ativas. 

 

Outra questão relevante é que a fisioterapia esportiva tem sua função antes, durante e depois da prática de esportes, pois para iniciar qualquer atividade física, até mesmo aula de natação para iniciantes, é importante consultar um profissional da área. 

 

Enquanto a atividade esportiva é realizada, os ensinamentos e orientações passadas durante a fisioterapia podem ser essenciais para a melhor execução dos movimentos e prevenção de lesões.

 

A fisioterapia esportiva também promove o fortalecimento, protege as articulações e ossos e evita que haja esforço muscular além do adequado, podendo se converter em torções e demais machucados que diminuem o rendimento do esportista. 

 

Essa prática tem uma exigência para além da fisioterapia convencional: o relógio. Isso porque tem o dever de levar o atleta de volta à prática esportiva o mais rápido possível, garantindo que não haja perda de condicionamento físico. 

 

Então, quando há uma lesão, um dos pontos chave do tratamento com fisioterapia é promover a reabilitação mais rápida, manter o condicionamento físico e realizar o recondicionamento, caso demore mais para restabelecer o atleta. 

 

Por isso, a fisioterapia esportiva se vale de diversos tipos de procedimentos para obter resultados, como uso de aparelhos que trabalhem as ondas eletromagnéticas da região afetada para gerar estímulos, o fortalecimento com anilha para academia, massagens, etc. 

Como saber qual tipo de fisioterapia devo buscar?

Embora os pontos de atuação sejam bem similares, existem alguns aspectos que tornam as práticas mais distantes. Mesmo que um fisioterapeuta convencional possa oferecer bom atendimento, dependendo do caso, apenas o esportivo acertará em cheio.

1 – Origem da lesão

O fisioterapeuta convencional trabalha com reabilitação em processos com diversas origens, desde cirúrgica até mesmo questões genéticas que impactam na qualidade de vida, como maior tendência a problemas da coluna. 

 

Assim, deverá estar preparado para receber todo tipo de situação, enquanto o fisioterapeuta esportivo terá seu foco em lesões geradas dentro da atividade esportiva ou que a impactem de forma significativa. 

 

Isso não quer dizer que outro tipo de machucado não poderá ser alvo da fisioterapia esportiva, mas que, geralmente, esse profissional estará habilitado a lidar com lesões complexas que sejam causadas dentro do esporte. 

 

Com isso, o trabalho de fisioterapia fica mais focado e oferece mais condições para que haja o restabelecimento mais rápido do paciente. 

 

2 – Tipo de paciente

Da mesma forma que as lesões podem ter diversas origens, o fisioterapeuta convencional não se reduz a um público específico, mas na lesão apresentada e que esteja dentro da sua prática de atuação. 

 

O fisioterapeuta esportivo, por sua vez, terá mais campo de atuação entre atletas. Não é necessário que sejam praticantes de alto rendimento, inclusive, a maioria não o é. 

 

Porém, o profissional estará mais habilitado para dar suporte e direcionar o fortalecimento entendendo melhor as demandas, o que acontece no contexto esportivo. 

 

O fisioterapeuta esportivo, embora tenha conhecimento para tanto, não é o mais indicado para auxiliar uma criança a andar, por exemplo. 

3 – Objetivo do tratamento

Nesse ponto, é mais simples delimitar o objetivo do tratamento na fisioterapia esportiva: prevenir e acelerar o processo de restabelecimento de lesões para que o atleta possa retornar, o mais rápido possível, para sua atividade. 

 

Obviamente, outras questões físicas são tratadas, uma vez que o corpo não é apenas solicitado durante a prática de esporte, então o fisioterapeuta esportivo lançará um olhar sob a postura, condicionamento físico e realização de atividades cotidianas. 

 

No entanto, o foco do tratamento será preparar o corpo para performar de forma mais eficiente e segura na prática esportiva, bem como tê-lo restabelecido quando uma lesão ocorrer. 

 

Outro ponto é que a fisioterapia esportiva costuma ser motor, mas não necessariamente, já que outras questões também impactam no desempenho, como capacidade pulmonar e tempo de reação. 

 

Assim como um nutricionista esportivo, o fisioterapeuta esportivo terá um cuidado com toda a saúde do paciente, mas o foco realmente é torná-lo apto para a prática da atividade física escolhida.

4 – Formas de tratar 

Um ponto comum entre as fisioterapias convencional e esportiva é que o tratamento deverá ser individualizado, levando em consideração as particularidades do organismo de cada paciente e suas demandas. 

 

Contudo, os recursos empregados podem ser diversos e mais voltados para o objetivo fixado para o restabelecimento ou preparo físico. 

 

Assim, o uso de aparelhos como biofeedback ou práticas como a bandagens são comuns, mais empregadas por um ou outro. 

 

A fisioterapia esportiva será composta, em grande parte, por exercícios físicos funcionais, que promovam o fortalecimento, cuidem do condicionamento físico do paciente durante a recuperação de uma lesão e que facilitem a recuperação. 

 

Embora não seja regra, dificilmente exercícios estarão fora do programa desenhado pelo fisioterapeuta esportivo exclusivamente para o paciente, como um plano alimentar individualizado, ao passo que nem sempre são indicados na fisioterapia convencional.

5 – Local de atuação 

Por fim, outro ponto que diferencia a fisioterapia convencional de sua especialidade esportiva é o local de atuação. Embora não seja regra, geralmente os profissionais têm sua atuação típica em determinados espaços. 

 

O fisioterapeuta convencional atuará, em ambientes como:

 

  • Hospitais, junto a pacientes internados;
  • Clínicas de fisioterapia;
  • Atendimento domiciliar; 
  • Casas de repouso; 
  • Ambulatórios. 

 

Ainda que o fisioterapeuta esportivo possa atuar em todos os lugares que o fisioterapeuta convencional atende, geralmente ele é mais solicitado em associações esportivas, como clubes de futebol, em clínicas de fisioterapia especializada e academias. 

 

O profissional esportivo também poderá atuar junto a um atleta específico, como parte de seu departamento médico, e realizar visitas domiciliares, atuando como autônomo que divulga seu cartão de visita pessoal

 

Seja qual for a especialidade e a necessidade, ser acompanhado por um fisioterapeuta pode garantir maior qualidade de vida e longevidade, passando distante de lesões e machucados que atrapalham a prática de esportes e atividades do cotidiano.

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