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Estamos em um bom momento para financiar imóveis?

Com juros reduzidos, o cenário para começar um financiamento é animador em 2021.

 

A crise sanitária trouxe instabilidade financeira para o Brasil em 2020. Com a mudança de rotina causada pelas especificidades do momento, muitas pessoas se viram diante de incertezas sobre seu futuro econômico. Isso as fez pensar se seria seguro realizar um grande investimento, como financiar um carro ou imóvel.

 

Apesar dessa insegurança, o momento para a aquisição de bens, como a casa própria, vive um cenário animador desde o último ano e no começo de 2021. Os financiamentos imobiliários bateram recorde nos meses finais de 2020, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

 

Por conta disso, o ano fechou com uma alta de 40% nesse interesse. Essa elevação é justificada pela criação de linhas de créditos imobiliárias por parte das instituições financeiras, assim como a redução dos juros cobrados. O isolamento social também contribuiu para que mais pessoas procurassem por um imóvel novo, em que pudessem ficar mais confortáveis.

Juros reduzidos

A redução dos juros é um fator fundamental que colaborou para esse aumento na procura do financiamento imobiliário. As taxas de juros cobradas pelos bancos são as mais baixas da história, o que torna o financiamento ainda mais atrativo e com mais vantagens para os clientes.

 

Essa redução tem duas consequências perceptíveis: o aumento do poder de compra, permitindo que as pessoas comprem imóveis melhores pagando um valor semelhante de prestação; e a redução do risco familiar, uma vez que o valor da prestação tem uma representação menor dentro da renda mensal da família.

 

Apesar dessa redução nos juros, é preciso ficar atento às taxas de juros cobradas por cada instituição, uma vez que elas variam de um para outro. Também é necessário ressaltar que essas taxas são maiores que a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic.

 

Quem faz esse alerta é Alberto Mattos de Souza, membro da Comissão de Negócios Imobiliários do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário (Ibradim). Ele explica que esse quadro mudou nos últimos anos, com os dois tipos de taxas invertendo de posição.

 

Para exemplificar, ele aponta que, em 2016, a taxa do financiamento era de cerca de 10,5% mais a Taxa Referencial (TR), enquanto a Selic terminou o ano com 13,75%. Em 2021, a modalidade do empréstimo com juros mais TR é de cerca de 7%, na média, enquanto a Selic se encontra em 2%.

 

Souza lembra que é preciso avaliar uma série de fatores antes de tomar a decisão pelo financiamento. A pessoa precisa se assegurar de que tem condições para pagar as parcelas do empréstimo, a fim de não assumir dívidas.

 

Outro conselho dado por ele é que a pessoa quite o financiamento o quanto antes, caso tenha condições para isso. Essa recomendação é a oposta ao que aconteceria no passado, quando era mais vantajoso aplicar o dinheiro em renda fixa.

Critérios para avaliação

Entre os principais critérios para avaliar se vale a pena iniciar um investimento, dois precisam estar no topo da sua lista. Um deles é o custo do financiamento e o quanto ele representa da sua renda mensal. A recomendação dos especialistas da área é que esse valor não ultrapasse 30% do que você ganha.

 

Outro fator é a comparação entre o aluguel e o financiamento. Normalmente, o valor de locação é em torno de 0,5% do valor total do imóvel. Assim, ao pesquisar sobre opções desejáveis, você pode checar o valor de mercado dele por essa métrica. Outra comparação importante é o valor da prestação com o pago pelo aluguel.

 

O fim que você tem em mente para o imóvel também pesa. Quem está comprando a primeira casa própria deve priorizar aspectos como localização, comércio local, acesso ao transporte público e proximidade com os mais variados serviços, como escolas.

 

Já quem pretende comprar um imóvel como um investimento, para ser uma renda complementar, deve avaliar outros aspectos, como a possibilidade de valorização no futuro. De qualquer forma, os critérios de escolha não são os mesmos nos dois casos.

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