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Como sua personalidade influencia sua postura?

 

Trago hoje essa coluna com um assunto de grande interesse a grande parte das pessoas, e em especial às mulheres. Como a postura influencia na personalidade?

Na rotina de um consultório nos deparamos com certos tipos de casos que são mais comuns e outros nem tanto, sendo assim gostaria de compartilhar com você uma queixa que é bastante comum, a famosa barriguinha saliente, aquela que independe de estado geral de peso e é inclusive mais incidente em magros.

O interessante nesse caso é que em muito dos indivíduos analisados a barriguinha desaparece quando colocamos em alinhamento postural correto, portanto essa barriguinha não indica que há algum excesso de circunferência abdominal e sim que sua postura está de tal forma que provoca a projeção da região abdominal a frente.

A postura inadequada quando permanece por um longo período de tempo gera padrões de encurtamento e fraqueza de grupos musculares, fixando essa posição e deixando a pessoa acostumada a esse alinhamento incorreto.

O padrão postural de cada indivíduo está intimamente ligada a sua personalidade. Por exemplo, pessoas tímidas tendem a ter os ombros mais anteriorizados, isto é, fechados para frente, como se tentassem se esconder, gerando encurtamentos no pescoço e nos peitorais.

Tipos mais relaxados ou até mesmo descuidados tendem a projetar a barriga pra frente e também a sentar-se dessa maneira largada, gerando a barriguinha acentuada e curvaturas lombares aumentadas.

Pessoas confiantes e desafiadoras conferem um padrão de estufar o peito e erguem o queixo, gerando encurtamentos nos paravertebrais.

Enfim, é fácil associarmos as personalidade há um tipo único, específico, quase como uma impressão digital da pessoa, revelando seus padrões de encurtamentos e fraquezas musculares.

Fisioterapeutas especialistas na área postural, osteopatia e quiropraxia possuem ferramentas e técnicas para diagnosticar e tratar qualquer tipo de problema resultante dessas alterações e com isso gerar um uma melhor qualidade de vida para as pessoas.

 

Frederico Soares

Fisioterapeuta


Evolução postural do homem: causas e efeitos

Quem não admira os tempos modernos? Finalmente nos encontramos em um estágio da evolução humana onde conseguimos obter os nossos recursos sem grandes esforços. Não precisamos plantar o que comemos, basta ir ao mercado mais próximo e voilà está tudo ao alcance de um braço. Não é necessário que andemos a pé e até mesmo cozinhar em casa está se tornando algo ultrapassado.

É, isso é muito bom, mas como tudo na vida, temos um preço a pagar por tal mordomia. Em muitos casos esse preço por tanto conforto e comodidade é a preguiça fruto da inércia do sedentarismo que resulta invariavelmente em dores e rigidez nas articulações do corpo. Mas por que dores? – alguns podem questionar – já que evitamos constantemente os excesso físico e tendemos a ser cuidadosos com nosso suor no dia a dia?! Bom, eu explico para você.

O corpo humano vem de uma evolução antiga, homens das cavernas, nômades, fazendeiros, trabalhadores braçais que dependiam de sua força física para se adaptar ao ambiente, e portanto modelaram geneticamente uma herança de um corpo acostumado e sedento por desafios e atividade de esforço. Portanto, nessa nova era, a chamada modernidade, que podemos dizer: – é recente, por volta de 200 anos, nosso corpo sofra tanto com esse estilo sedentário “imposto” a ele por nossa tríade: sofá, carro, e comida farta.

A postura sentada, campeã no dia a dia, por incrível que pareça, gera mais força de compressão sobre nossa coluna lombar do que a postura em pé, e talvez por passarmos metade do nosso dia sentados esse tipo de dor seja a mais prevalente nos dias atuais.

Lembremos, assim como vivemos a moda das dietas paleolíticas, e o estilo lumbersexual (homens barbados), quem sabe não é o momento de virar a mesa e nos juntarmos a tendência de crescimento do número de academias, crossfit, pilates, yogas e afins. Que este seja o indicio de uma revolução, bem vinda, na rotina dos homo sapiens modernos.

Franca, osteopatia, quiropraxia e acupuntura.